Extensão: 200 metros
Bairro: dos Municípios
Lei 20/1967
No ano de 1967, já se
percebiam algumas leis e atitudes tomadas no sentido de organizar a cidade, em
franco crescimento. A lei nº 20/1967 é uma prova disso. Nomeava 67 ruas, em
diversos loteamentos espalhados pela cidade. Destas ruas, agrupadas nos
referidos loteamentos, 9 receberam nomes indígenas, 15 nomes de países, 10
nomes de estados brasileiros, 7 capitais de estados brasileiros, 24 municípios
de Santa Catarina, além de 2 nomes próprios de destacados cidadãos
caçadorenses.
As ruas denominadas por esta
lei que receberam nomes de municípios catarinenses são Araranguá, Biguaçu, Blumenau,
Brusque, Camboriú, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Gaspar, Ibirama, Imaruí,
Indaial, Itá, Itaiópolis, Itajaí, Itapiranga, Joinville, Laguna, Mafra,
Orleães, Palhoça, Tijucas, Tubarão e Urussanga. Destas, as Ruas Gaspar e
Indaial não constam no quadro de ruas de Caçador.

Itaiópolis
é um município catarinense localizado no planalto norte do estado. Distante
cerca de 180 quilômetros de Caçador, conta com uma população de cerca de 20 mil
habitantes. Um dos muitos palcos da Guerra do Contestado, o município de
Itaiópolis chegou a ser criado (ainda com o nome de Colônia Lucena),
separando-se do município de Rio Negro, no Paraná. Com a questão de limites e o
acordo firmado em 1916, as terras de Itaiópolis passaram a pertencer ao estado
de Santa Catarina e o município foi extinto, passando a fazer parte do recém-criado
município de Mafra. Um ano depois, já na jurisdição do estado de Santa
Catarina, seria novamente criado, através da lei estadual n° 1120 de 28 de
outubro de 1918 e instalado a 1º de janeiro de 1919.
Existe no município uma área
determinada como reserva indígena denominada Ibirama-La Klãnõ, que fica entre os municípios de Doutor Pedrinho,
Itaiópolis, José Boiteux, Rio Negrinho e Vitor Meireles, com uma área de 37 mil
hectares, ainda sob contestações na Câmara Federal, argumentando que tamanha
área traz prejuízos aos municípios atingidos e ao próprio estado de Santa
Catarina.
Há pela cidade diversas marcas
da colonização diversificada, com a conservação da língua natal dos ascendentes
europeus. Na entrada da cidade há uma saudação de boas-vindas em quatro
línguas: português, polonês, ucraniano e alemão.